DIA MUNDIAL DO TURISMO – Uma indústria em reconstrução

Após um longo período de baixas vendas e um volume muito baixo de viagens ao redor do mundo, os destinos continuam lá. Mas e as empresas que prestam serviços aos viajantes? E as agências e operadoras que comercializam estes produtos? De fato a crise atingiu em cheio o setor, que perdeu – somente no Brasil – mais de 144 mil vagas de empregos, segundo uma pesquisa do Curso de Lazer e Turismo da USP. A retomada já começou, basta ver que neste ano, 17,7% destes postos já foram retomados – o que corresponde a mais de 20 mil empregos formais.

O setor não está apenas retomando as suas atividades de forma plena, mas está também se reconstruindo, com muitas empresas reestruturando suas equipes, novos produtos e novas formas de chegar ao cliente. As perdas acumuladas (desde março de 2020) indicam a perda de 78.934 postos formais em turismo, ainda que o saldo de 2021 seja positivo (geração de 33.029 postos formais). Esse valor, no entanto, é somente 2,15% dos empregos formais gerados no país nos últimos seis meses.

Agora, com a atividade voltando com uma maior consistência, a tendência é ver este indicador aumentar nos próximos meses. Um indicativo de que a demanda está voltando vem do setor aéreo. Embora, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a participação do setor no PIB brasileiro tenha caído de 1,4% para 0,3%, há uma tendência de alta. Em setembro, a malha aérea doméstica brasileira registrou uma média diária de 1.793 partidas, o equivalente a 74,6% da oferta de voos que as companhias aéreas nacionais operavam antes do impacto da pandemia, no início de março de 2020. Este foi o quinto mês consecutivo de crescimento nesse indicador.

VACINAÇÃO E AQUECIMENTO

E a volta das viagens coincide com o avanço da vacinação no Brasil. Até o momento, cerca de 230 mil doses já foram aplicadas no País, sendo aproximadamente 150 milhões com a primeira dose e quase 80  milhões com a segunda. Isso significa que quase 90% da população adulta já tomou ao menos uma dose do imunizante. Com isso, os números de infecções e morte vem caindo drasticamente no País.

Do lado das operadoras, isso já foi sentido. A CVC, por exemplo, anunciou que as reservas confirmadas no Brasil em agosto para destinos domésticos equivaleram a 91% do montante registrado no mesmo mês de 2019.

Ao mesmo tempo, as restrições internacionais começam a ser flexibilizadas. Países como Portugal, França, Espanha, Holanda, Suíça, Colômbia, Chile e outros já permitem a entrada de brasileiros com algumas exigências. E também dois dos destinos preferidos dos brasileiros, Estados Unidos e Argentina já marcaram data para reabrir. 1º de novembro e 1º de outubro, respectivamente.

Para a CVC, as reservas confirmadas de viagens internacionais reagem ainda em ritmo mais lento, mas com crescimento baseado nas aberturas de fronteiras, somando em agosto o equivalente a 32% do observado no mesmo período de 2019. Mas, de acordo com a Braztoa, 95% das operadoras realizaram vendas para algum destino no exterior. Do total, ainda são apenas 26% dos embarques que são para o exterior, mas o ritmo é de crescimento.

BOAS PERSPECTIVAS

Os agentes de viagens também demonstram otimismo nesta reconstrução. Dados do TERMÔMETRO DO TURISMO apontam que para este ano, 47% esperam resultados um pouco acima do registrado no ano passado. Apenas 28% esperam um faturamento muito abaixo.

Outro dado que aponta boas perspectivas é a pesquisa da IPC Maps, que projeta uma movimentação de R$ 60,6 bilhões no Turismo brasileiro neste ano. O valor é superior aos R$ 53,7 bilhões de 2020, mas ainda inferior aos níveis de 2019. O mesmo levantamento aponta que a crise fez com que cerca de 12 mil empresas fechassem as portas. Em 2021, no entanto, já há registro de 2 mil novos CNPJs no setor, com uma reversão da queda.

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